sábado, 12 de novembro de 2011

Estando no Mundo, mas não sendo do mundo! (Mateus 17:14 a 18)

Um grande mal entendido tem sido visto e pregado nos púlpitos de muitas igrejas no Brasil. Pelo fato de muitos entenderem que o mundo jaz no maligno, e sendo assim está descartado a ação de Deus nele, pois mais cedo ou mais tarde a destruição virá, acaba por se ocuparem em anunciar o Cristo, a Salvação, a condenação do pecado e da morte, e esquecem que nossa missão vai muito mais além do que somente anunciar e esperar. Quando dizemos que estamos no mundo, mas não somos do mundo, isto implica em uma ação muito mais envolvente do que pensávamos. Estamos apontando para o fato de enquanto aqui vivermos, negociarmos, andarmos, comermos, realizarmos coisas, sonharmos, deverá fazer tudo isto para que Cristo seja em tudo e em todos glorificado. Desta maneira haveremos de ter a coragem de sermos mais atuantes em tudo que fizermos e conquistarmos. Também implica que nossas habilidades profissionais, artísticas e culturais devem apontar para a glória de Deus, pois estes são talentos dados a nós para que Ele seja glorificado. E aqui está o grande desafio que nos cerca. Usar dos nossos talentos para influenciarmos o mundo sem sermos influenciados por ele. Apontar para Cristo sem vulgarizar a sua obra redentora e sua santidade porque Ele é Deus. Desmistificar a idéia, uma vez que fomos alcançados pela graça de Deus, temos que nos isolar culturalmente, socialmente e artisticamente para que não corramos o risco de sermos contaminados pelo mundo e nem pelos seus pensamentos e tradições. Estar no mundo sem ser do mundo é apontar para uma nova realidade, é fazer com que nossas convicções, crenças, sejam admiradas e desejadas por aqueles que nos rodeiam. O que fazemos, pensamos, produzimos, expressamos culturalmente deve falar tão alto, tão sublimemente, tão verdadeiro que ao olharem cada uma das coisas que estamos envolvidos culturalmente,  precisam sentir e serem envolvidos pela manifestação da graça de Deus. Estar no mundo sem ser do mundo é estar sendo desafiado a todo instante para uma conduta tão pura, tão santa que nossas palavras são constantemente ofuscadas pelas nossas expressões culturais e sociais. É não estar trancafiado dentro de nós mesmos com medo de que o que fazemos, vivemos ou expressamos seja entendido como um ato de mundanismo, de falta de santidade ou de Deus mesmo como afirmam alguns. Assim podemos dizer que desmistificar este conceito de que o cristão não pode e nem deve se relacionar com a cultura do seu povo é podar radicalmente a oportunidade da luz ofuscar as trevas, do sal fazer o seu papel e da vida vencer a morte. Obviamente não queremos que após a leitura deste ensaio, os cristãos deixem de lado a sua prudência e a sua santidade para desenfreadamente se lançar sem medo e sem temor na cultura e subcultura esperando que ao abrir mão da sua ciência cristã e santa Deus será glorificado. Obviamente que não é isto. Mas sim ter como um instrumento de glorificação e de anuncio da obra salvífica e santa de Deus para nós pecadores. 

Um comentário:

  1. q lindo esse texto prof!! qualquer hora chega aki na igreja metodista!! vai ser bem-vindo!!

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