quarta-feira, 2 de novembro de 2011

FAZENDO UMA RELEITURA DA NOSSA MISSÃO. (Colossenses 3:23)

"E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens".
Fazer uma releitura da nossa missão não é abrir mão da santidade e nem do que cremos e vivemos, mas sim entender que nossa missão está em glorificar a Deus de todas as formas, seja na arte, na música, na profissão, no dia a dia. Só porque passamos a professar nossa fé em Cristo não mais podemos ter nossas profissões a serviço da humanidade para que ela veja no que fazemos, a glória de Deus?
            Isto quer dizer em outras palavras que não precisamos espiritualizar para sermos abençoados, pois quando as pessoas reconhecem o que fazemos na arte, na música, ao esculpir ou ao construir, julgar, advogar, ensinar, cuidar do lar seja o que for que façamos, a espiritualidade deve estar apontada no fazer com dignidade, com honestidade e com perfeição sem o uso do evangeliques comum quando deixamos de ser do mundo para sermos do Senhor.
            Aquilo que fazemos deve ser de primeiro nível, perfeito, o esplendor do que realizamos deve ser apontando para a glória de Deus sem que para isto precisemos espiritualizar nosso trabalho.
            O ponto de partida deve ser nossa capacidade, nossa doação para o que fazemos para que façamos com ardor. São estas realidades que devem apontar para a glória de Deus, as pessoas do mundo ao olharem ao admirarem o que fazemos possam despertar na obra que realizamos a certeza de um criador que nos fez também com perfeição e sabedoria. Nossa arte deve apontar para a arte de Deus sem espiritualização mas porque nosso trabalho eleva, reflete, transpassa o simples para que veja o complexo, contempla a criatividade humana que aponta para a beleza singela de Deus, e assim despertar em cada um o senso de um Deus que capacita, se importa e faz mesmo do crente mais simples um homem portador da glória de Deus através da arte que ele exerce seja literatura, escultura, pintura ou mesmo arte do trabalho seja ele qual for mas que é feito com tal exatidão e retidão que o resultado faz com que Deus seja despertado nos corações mais duros e vis.  Por isso o cristão precisa entender que não é espiritualizando, com sermões, apelos e insistência que Deus será descortinado nos olhos dos ímpios, mas sim naquilo que com talento e propriedade fazemos para impactar a sociedade da qual vivemos e pertencemos enquanto estivermos aqui neste mundo de passagem  a caminho da nova e eterna Jerusalém. 

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