segunda-feira, 7 de maio de 2012

A CASA DE DEUS SOMOS NÓS Hebreus 3: 1 a 18


Ao estudarmos a carta aos Hebreus, fica evidente que seu autor além de ter um enfoque à exortação, ele também tem um enfoque quanto a perseverança na peregrinação da nossa fé.
            Quando olhamos para a descrição que o autor faz quanto a pessoa de Jesus, percebemos que ele o descreve como misericordioso e fiel sumo sacerdote. ( Hb 2.17). Cristo foi fiel ao que o constituiu como também o foi Moisés em toda a sua casa (Hb 3.2).  Casa aqui refere-se não a construção, mobília em si, mas à família que nela reside, incluindo os empregados. Vejamos (Nm 12.7).
            Se atentarmos mais acuradamente, veremos que enquanto no Velho Testamento a casa é o povo de Israel, no Novo Testamento é a Igreja, que num sentido mais amplo podemos afirmar que isto inclui todos os cristãos, já que a parede que separava o povo de Israel dos gentios foi quebrada (Ef. 2:14).
            Podemos evidentemente constatar segundo a carta aos hebreus três coisas importantes que prova a superioridade de Cristo sobre Moisés:
1) O Construtor é superior à casa. (Hb. 3.3)
2) O Senhor é maior do que o servo (Hb. 3.5a)
3) A realização é maior do que o símbolo dela. (Hb.3.5b)
            Desta forma podemos afirmar que a dispensação de Moisés era simbólica e dava testemunho tanto da pessoa quanto da obra de Cristo. Em contra partida Cristo cumpre cabalmente a sua obra e nos faz casa de DeusSeja no sentido coletivo ou individual, somos a casa de Deus edificada para a morada de Deus no Espírito (vejamos Ef. 2.22b).
            Quando olhamos com os olhos espirituais, iremos entender que cada indivíduo é como uma pedra viva na casa espiritual, e esta é habitada pelo Espírito e manifesta a santidade de Deus. Em um sentido coletivo podemos afirmar que estas pedras vivas entram juntas na edificação da casa de Deus e, por meio de suas relações pessoais umas com as outras, manifestam a glória do Senhor.
            Mas para que possamos desfrutar da fidelidade de Cristo e da alegria de Sua comunhão devemos:
a) Render-lhe o controle de nossa vida.
b) Ele tem que ser presença constante em nossa vida em nosso coração, mas não como hóspede e sim como hospedeiro.
c) Temos que ser a Sua Casa. Ele tem que ter acesso a todos os aposentos, a administração e o controle de tudo deve estar em Suas mãos.
d) Temos que ter uma consagração genuína ao Senhor. Para isto as chaves da casa devem estar em Suas mãos seja nos dias de êxito quanto nos dias de dor e adversidade.
        Se assim cremos e assim vivemos verdadeiramente somos a casa do Senhor! Que honra grandiosa esta! Desfrutarmos da paz do Espírito e da libertação de todas as preocupações quando entregamos nossa vida nas mãos de Cristo!. Ele não é só a cabeça da Igreja, mas de todas as coisas sobre a Igreja. O Universo é administrado para o progresso e o cuidado dela.
           Mas precisamos estar atentos a três advertências importantes dadas nesta passagem:

1) Não negligenciar a tão grande salvação:
        
    Ser a casa de Deus é estar atentos à condição de guardarmos firme.até ao fim  a ousadia e a exultação da esperança. (Hb. 3.6b). Nossa ação aqui é de falar intrepidamente, sem temor, é liberdade sincera e reverente, que provém de um coração purificado, dilatado e posto em liberdade (Sl.119:32) é uma experiência alegre, despertada por duas situações, a saber: A primeira por circunstâncias favoráveis (hedone) a segunda pelo oposto (parresian) que vem de dentro e triunfa sobre todas as circunstâncias desfavoráveis.  Estas são as qualidades LIBERDADE E OUSADIA – que vem da unção do Espírito Santo, que habilitou de tal modo os discípulos em pentecostes que eles anunciavam com ousadia a Palavra de Deus (At.4.31). 

2) Não endurecer o coração:

            Para alertá-los quanto ao endurecimento do nosso coração, o autor volta aos israelitas que por endurecerem os seus corações pereceram no deserto. Assim, tanto os judeus cristãos a quem a carta está endereçada quanto a nós enquanto povo de Deus, corremos muitas vezes o risco de cairmos na incredulidade. Por isso somos advertidos e o autor usa o episódio do deserto para nos chamar atenção. Isto se faz quando temos o nosso coração endurecido como conseqüência o subestimar  da pessoa e obra do Filho, vistas em Sua humilhação.  
            Mas precisamos nos lembrar e honrá-lo sempre porque, o Filho de Deus é o mesmo quer como Rei ou como Servo, seja O leão da tribo de Judá ou a criança da manjedoura, seja ele ancião ou criança em Belém, esteja ele com o cetro símbolo da sua majestade e poder ou simplesmente carregando o fardo do mundo Ele sempre será O Senhor dos Senhores o dono da Casa da qual somos nós.
            E por último não devemos:

3) Deixar de ouvir a Voz na casa:
            Como diz o Espírito Santo (Hb 3.7). O Espírito Santo é o seu intérprete sugere o próprio autor.  Seu anuncio só pode ser entendido por quem o Espírito Santo habita verdadeiramente e integralmente num coração rendido e obediente. Se no início do livro aos Hebreus o autor afirma que antes Deus falava por meio dos profetas e que agora nos fala por meio do Seu Filho qual a diferença?
1) Na Primeira era externa, cerimonial e preparatória;
2) Na Segunda ela é interna, espiritual e perfeita.
           
CONCLUSÃO:

Sendo assim, Cristo agora habita no coração do seu povo, mediante a presença do Espírito Santo e, assim, fala não somente a nós, mas em nós. O Espírito Santo revela Cristo em nós e só  Ele torna a verdade vital e real em nossa experiência. Somente por intermédio dele é possível ter comunhão com o Pai e o Filho.
Que estejamos prontos para sermos a CASA DE DEUS. 

      
 ( Estudo baseado no livro A excelência da Nova Aliança em Cristo de Orton H. Wiley )             

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