sexta-feira, 25 de março de 2016

“EIS AQUI ESTOU PARA FAZER, Ó DEUS, A TUA VONTADE”.


(Hebreus 10.9ª)

            Quando Jesus diz Eis me aqui, na verdade, Ele está direcionando todo o nosso olhar para a Sua pessoa redentora. Agora todo olhar, todo ouvido deve estar atento às Suas palavras. O que Ele quer que entendamos é que sem a morte vicária não haveria expiação pelos nossos pecados e sem o rompimento do véu não haveria comunhão com Deus no Santo dos Santos.
            Deus deseja um sacrifício perfeito, único, incomparável e que anularia todos os sacrifícios anteriores e Cristo então ao ser crucificado mediante a obediência ao Pai, Este (o Pai),  o aprova como sacrifício perfeito e único no lugar do pecador.
A morte de Cristo na cruz assinala a consumação de Sua perfeita obediência, oferecida a Deus em Sua pessoa divino-humana. Ela é uma declaração permanente de que a vontade de Deus será continuamente cumprida e por ter sido obediente até a morte e morte de cruz, Ele a torna vicária (no lugar de outro)  para toda a humanidade. Assim, Cristo torna-se o motivo da nossa justificação (O justo justificando o injusto e ainda sendo justo); Ele também, como sacrifício voluntário ou de autorrendição, tornou-se o motivo da nossa santificação.  Deus está satisfeito e esta satisfação se deve pelo amor divino que teve e assim nós ganhamos duas grandes bênçãos, a saber:  A Primeira, é que houve a expiação pelos nossos pecados nossas culpas e a segunda, é que houve propiciação para aplacar a ira do Senhor e o Seu desagrado pelo pecado. Em Cristo, somos reconciliados com Deus e isto pelo sangue de Cristo derramado na cruz tornando-se a provisão pela qual cada indivíduo pode reconciliar-se com Deus. Esta reconciliação individual é apenas a posse, pela fé, dos benefícios que se tornaram provisionais na reconciliação geral.
“A alma do pecador não poderia, ao mesmo tempo, ser oferecida na morte e aceita como viva; não podia ser, a um tempo, oferta pelo pecado destinada à destruição e oferta queimada agradável a Deus. Mas, no Representante do homem no altar santo, as duas coisas se encontraram gloriosamente. Jesus apresentou um sacrifício que era Verdadeiramente arcar com as conseqüências da transgressão: Ele Morreu uma só vez para (expiar) o pecado (Rm 6.10). Mas essa morte foi também um sacrifício vivo de nossa natureza humana, restituída novamente a Deus em perfeição”.                                    (Dr. Pope).
            Portanto no altar do calvário Jesus ao ser oferecido em sacrifício vivo em nosso favor restitui a nós comunhão com Deus no Santo dos Santos, pois antes o que era injusto se torna justo a partir da morte vicária do Filho de Deus, tornando nossa santificação e  nos restituindo novamente a Deus em perfeição.
Pr. Jaime Lamoglia Junior

Ministério Palavra Viva.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este espaço visa receber comentários e dúvidas sobre os assuntos propostos neste blog, podendo ou não ser respondido.